.... SABER COMER E SABER BEBER ............................... Bom serviço na restauração

Filoxera

 

 

É o nome comum do hemíptero da família Phylloxeridae da espécie Daktulosphaira vitifoliae (Fitch, 1854), por vezes designada pelo seu sinónimo taxonómico Phylloxera vastatrix (Planchon, 1868). A partir do último quartel do século XIX, a filoxera constituiu-se como a praga mais devastadora da viticultura mundial, alterando profundamente a distribuição geográfica da produção vinícola e provocando uma crise global na produção e comércio dos vinhos que duraria quase meio século. O vocábulo filoxera é usado indistintamente para designar o insecto e a doença dos vinhedos que é causada pela infestação com aquele. De origem norte-americana, a filoxera está hoje presente em todos os continentes, sendo um dos exemplos mais marcantes do efeito humano sobre a dispersão das espécies, já que, em poucas décadas, esta espécie evoluiu de um habitat localizado para uma distribuição global, com uma rapidez que, ainda hoje, não deixa de surpreender.

 

A filoxera é um minúsculo insecto (0,3 a 3 mm de comprimento nos seus diversos estádios de desenvolvimento) sugador de seiva, aparentado com os pulgões, com um ciclo de vida muito complexo e totalmente dependente da vinha, única planta em que pode desenvolver-se. No seu ciclo de vida, assume as seguintes formas:

·         Formas partenogénicas, fêmeas capazes de se reproduzir sem necessidade de fertilização, ápteras (sem asas), com cores que vão do amarelado ao castanho escuro, com dimensões entre 0,3 e 1,4 mm, assumindo formas distintas consoante a parte da planta que atacam:

·         Formas galícolas, vivendo nas folhas e formando galhas esverdeadas na sua página inferior (parte da folha voltada para o solo);

·         Formas radícolas, vivendo nas raízes, onde também forma galhas de forma nodular ou tuberosidades alongadas, de cor castanho escuro. Algumas destas fêmeas desenvolvem asas, abandonam o solo e vão depositar ovos sobre as folhas.

·         Formas sexuadas, incapazes de se alimentarem no estado adulto, desprovidas de peças bucais, com duas formas:

·         Fêmeas aladas, capazes de formar novas colónias distantes, de cor amarelo dourado a ocre, com asas transparentes e com morfologia semelhante à de minúsculas moscas, medindo de 2 a 3 mm de cumprimento;

·         Machos ápteros (sem asas), acastanhados, com 0,3 a 0,5 mm de comprimento.

A espécie apenas consegue produzir regularmente todas as formas do seu ciclo biológico em videiras americanas, não se instalando de forma significativa em terrenos francamente arenosos.

A distribuição geográfica desta espécie está hoje expandida a quase todas as zonas produtoras de vinho, com pequenas zonas indemnes por serem vinhas cultivadas sobre areias. A excepção mais significativa é o Chile onde a praga ainda não se instalou.

Uma espécie próxima, designada por filoxera da pereira, afectando em exclusivo as pereiras, era endémica em Portugal, embora já se tenha disseminado para outros territórios.

 

 

Contatos

Raul Manuel Valente

raulmvalente@gmail.com

Vila Real Santo António

Portugal

+351.963700439

Procurar no site

Contacte-nos

Amigo(a)

    Caso queira ajudar nos custos da manutenção e desenvolvimento do site, pode participar com uma pequena contribuição (1€).

 

Produtos

Produto #1

Esta é a descrição do produto. Você pode modificá-la como quiser ou remover o registo do produto por inteiro.

Produto #2

Este é o exemplo do segundo produto.

Raul valente.pt

Desenvolvido por Webnode