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Itália

Vinhos de Itália



Regiões

Itália possui as seguintes regiões vinícolas:Centro da ItáliaIlhas da ItáliaNordeste da ItáliaNoroeste da ItáliaSul da Itália


O País

Com razão os gregos na antiguidade denominavam a Itália Enotria (terra do vinho). Ela produz, como a França, um enorme conjunto de vinhos e com sua vizinha vem se alternando, de tempos em tempos, na posição de maior produtor e consumidor mundial de vinhos.

Ainda que o número de grandes vinhos da Itália não seja tão grande como na França, a óptima qualidade de muitos de seus vinhos é inquestionável.


Características Geo-climáticas

Para entender a diversidade de regiões da Itália, estas são agrupadas segundo sua localização geográfica, o que responde por uma certa homogeneidade de caracteristicas comuns, resultado da latitude (norte é frio e sul  é quente) altitude (que reforça as tendências da latitude) e a influência do mar (regiões costeiras ou continentais)

Em cada uma das macro-regiões assim definidas encontraremos diversas regiões, que por suas vez abrigam dezenas de DOCs (Denominações de Origem)

Assim sendo, a divisão macro-regional aqui apresentada não é oficial, mas apenas um agrupamento que permite entender melhor as características geo-climáticas que afectam diversas regiões - estas sim, oficiais - ali situadas.

Classificação dos Vinhos Italianos

VINO DA TAVOLA

São vinhos de qualidade inferior, de qualquer procedência geográfica e não podem ter no rótulo o nome da uva, nem a safra, nem a região. Constituem cerca de 80% dos vinhos da Itália. Existem alguns poucos Vinos da Tavola de óptimo nível, por não se enquadrarem nas normas das DOC e DOCG.


INDICAZIONE GEOGRAFICA TIPICA (IGT)

Essa denominação foi instituída a partir de 1992 e é aplicada em cerca de 150 vinhos de mesa elaborados em regiões geográficas específicas (uma província, uma comuna ou parte delas, tais como, uma colina, um vale, etc.).

No rótulo podem constar o nome da uva, a safra, a região e o tipo de vinho (frizzante, amabile, novello, etc.)

VINI TIPICI

Equivale ao Vin de Pays da França e, apesar de criada em 1989, continua sem uma normalização precisa. Pretende-se aplicar essa designação a vinhos de mesa diferenciados, com tipologia definida.

Actualmente, esses vinhos são incluídos na contagem dos Vini di Tavola, mas espera-se que venham a constituir cerca de 40% dos vinhos italianos.


DENOMINAZIONE DI ORIGINE CONTROLLATA (DOC)

Qualificação criada em 1963, é atribuída aos vinhos provenientes de cerca de 300 regiões vinícolas delimitadas que podem ser uma pequena área, uma província ou uma área geográfica ainda maior.

Sua quantificação é complicada, pois algumas regiões, como Valle d’Aosta e Chianti, possuem diversos vinhos de distritos diferentes, mas são contadas como uma única DOC.

Apenas cerca de 15% dos vinhos italianos pertencem às DOCs e são elaborados com tipos específicos de uvas para cada região e por métodos específicos de vinificação.
Cerca de 850 vinhos possuem a designação DOC e, junto com os DOCG, representam apenas cerca de 20% dos vinhos italianos.
Em algumas DOC existem sub-classificações, tais como: Riserva ou Vecchio, para vinhos envelhecidos maior tempo em madeira; Superiore, para vinhos maior teor alcoólico ou maior período de envelhecimento.


DENOMINAZIONE DI ORIGINE CONTROLLATA E GARANTITA - DOCG

Classificação criada em 1982, abrange os melhores vinhos da Itália. É atribuída aos vinhos de quatorze DOC:
Barbaresco, Barolo, Gattinara e Asti, no Piemonte; Franciacorta, na Lombardia;
Brunello de Montalcino, Carmigiano, Chianti, Vino Nobile di Montepulciano e Vernaccia di San Gimignano, na Toscana;
Albana di Romagna (na Emilia Romagna); Montefalco Sagrantino e Torgiano Rossso Riserva, na Umbria;
Taurasi (na Campania)


OS FORA-DA-LEI

Alguns vinhos italianos, considerados entre os melhores do país e do mundo, classificam-se apenas como Vino da Tavola ou IGT, por não se enquadrarem nas normas das DOC e DOCG (tipos de uva, métodos de vinificação, etc.) e, por isso, são apelidados de “os fora da lei”. Na Toscana são chamados de Super-Toscanos.


CATEGORIAS ESPECIAIS

Essas categorias não tem relação com qualidade, mas apenas com uma característica específica que diferencia determinados vinhos de outros.

Novello (Jovem) - Vinho semelhante ao Beaujolais Nouveau, vinificado em pelo 30% através de maceração carbônica e com no mínimo 11 GL de teor alcoólico e não mais que 10 g de açúcar residual. Só pode ser vendido após 06 de novembro e deve ser engarrafado em 31 de dezembro do ano da colheita.

Vecchio (Velho) - Vinho que envelhece no mínimo três anos antes da comercialização.

Classico - Uma denominação que diferencia algumas DOC em níveis de qualidade, por exemplo Chianti e Chianti Classico.

Superiore - Vinho que envelhece no mínimo um ano antes da comercialização.

Riserva (Reserva) - Vinho que envelhece no mínimo três a cinco anos antes da comercialização.

Spumante (Espumante) - Vinho espumante, como o Champagne, elaborado tanto pelo método Charmat ou por método Champenoise.

Frizzante (Frizante) - Vinho ligeiramente espumante, como o vinho verde português.

Secco, Abbocado , Amabile e Dolce - Definem o teor de açúcar do vinho que pode ser: seco, práticamente sem açúcar (secco); meio seco ou demi-sec, com teores médios de açúcar (abbocado e amabile); francamente doce (dolce).

Liquoroso (Licoroso) - Vinho fortificado ou naturalmente forte.

Passito (Passificado) - Vinho elaborado de uvas semi-desidratas (passas).

Ripasso (Repassado) - Vinho (Valpolicella) que após elaborado é deixado repousar nas borras de fermentação do Amarone, ganhando corpo, sabor e teor alcóolico.

 

Centro da Itália



A região vinícola do Centro da Itália possui as seguintes sub-regiões:AbruzzoEmiglia-RomagnaLazioMarcheMoliseToscanaUmbria

 

Abruzzo

Emiglia-Romagna
Emiglia-Romagna é uma sub-região da região do Centro da Itália.

A região vinícola da Emiglia-Romagna possui as seguintes denominações:Albana di Romagna  (DOCG)Bosco Eliceo  (DOC)Cagnina di Romagna  (DOC)Colli Bolognesi  (DOC)Colli Bolognesi Classico Pignoletto  (DOC)Colli di Faenza  (DOC)Colli di Imola  (DOC)Colli di Parma  (DOC)Colli di Parma  (DOC)Colli di Scandiano e di Canossa  (DOC)Colli Piacentini  (DOC)Colli Romagna Centrale  (DOC)Lambrusco di Sorbara  (DOC)Lambrusco Grasparossa di Castelvetro  (DOC)Lambrusco Salamino di Santacroce  (DOC)Modena o di Modena  (DOC)Pagadebit di Romagna  (DOC)Reggiano  (DOC)Reno  (DOC)Romagna Albana Spumante  (DOC)Sangiovese di Romagna  (DOC)Sangiovese di Romagna  (DOC)Trebbiano di Romagna  (DOC)


A Região

A região da Emiglia-Romagna encontra-se no centro-norte da Italia, tendo ao norte o Veneto, Lombardia e Piemonte e ao sul a Toscana e a Liguria.

A Emiglia-Romagna tem 9 provincias:

Piacenza, Parma, Reggio Emilia, Modena, Bologna, Ferrara ( formam a Emilia)

Ravenna, Forlì-Cesena e Rimini ( formam a Romagna).

A divisão regional entre Emiglia e Romagna indica também uma divisão na tipologia de vinhos: na Emilia produz-se principalmente vinhos espumantes, enquanto na Romagna são produzidos principalmente vinhos tranquilos.

Os vinhos da Emilia-Romagna são muito apreciados no Brasil: uma grande parte do vinho italiano importado é o Lambrusco, um espumante tinto produzido nas províncias de Modena, Reggio Emilia e Parma.

Exaltando as caracteristicas comuns que ligam os muitos vinhos de origem controlada e certificada, o resultado é que a região da Emilia-Romagna possui um grande patrimônio enológico reconhecido em todo o mundo.

O LAMBRUSCO

O Lambrusco é um vinho com caracteristicas particulares, inimitável, original, extraordinário no panorama da enologia: Um vinho tinto...naturalmente espumante!

É um produto de que, na Emilia, os produtores são muito orgulhosos, e com ele têm também uma relação afectiva, além da relação de consumo, sobretudo na província de Modena, que é o berço de origem do Lambrusco. Os produtores da cidade têm muito orgulho deste vinho porque é um dos mais conhecidos no estrangeiro.

Infelizmente, no passado e também hoje, nos mercados fora da Europa têm chegado vinhos de qualidade baixa. Esta estratégia incorrecta de difusão do nome Lambrusco como um vinho de baixa qualidade tem criado uma reputação que não corresponde à sua verdadeira qualidade, que é muito maior.

O vinho Lambrusco original tem um sabor único, agradável, frutado, naturalmente frisante e doce sem adição de açúcar. É um vinho convidativo, que se bebe com alegria. Ainda assim, o carácter alegre e despreocupado deste vinho não significa que tem de ser inferior.

O Lambrusco originariamente é tinto, mas é produzido também na versão rosado, com um estilo muito fresco, e espumante.

Lazio
Marche
Marche é uma sub-região da região do Centro da Itália.
A região vinícola de Marche possui as seguintes denominações:Bianchello del Metauro  (DOC)Colli Maceratesi  (DOC)Colli Pesaresi  (DOC)Esino  (DOC)Falerio dei Colli Ascolani  (DOC)Lacrima di Morro D’alba  (DOC)Marche  (IGT) A Denominação


Hoje, 39% da produção de vinhos da região é comercializada utilizando a Indicação Geográfica Típica Marche, acompanhada do nome da variedade ou da cor do vinho:

Barbera Bianco

Cabernet Cabernet Sauvignon

Chardonnay Ciliegiolo

Grechetto Malvasia

Merlot Montepulciano

Passerina Pecorino

Pinot Bianco

Pinot Grigio

Pinot Nero Rosato

Rosso e Rosso Novello

Rosso Sangiovese biologico

Sangiovese Novello biologico

Sauvignon Trebbiano

Trebbiano biologico

Vino Spumante Vernaccia

Rosso Conero  (DOC)Rosso Piceno  (DOC)Rosso Piceno Superiore  (DOC)Vemaccia di Serrapetrona  (DOC)Vemaccia di Serrapetrona  (DOCG)Verdiccchio di Matelica  (DOC)Verdicchio dei Castelli di Jesi  (DOC


A Região

A viticultura é a principal cultura arbórea da região de Marche, com 23.000 ha. de vinhedos, dos quais 48% são inscritas para a produção de vinhos DOC.

Sempre se cultivou vinhedos em toda região, e sua função é importante pela utilização dos terrenos das encostas, inapropriados para muitas outras culturas.

A zona mais explorada é a da província de Ascoli Piceno, mas nas províncias de Ancona e parte interna da Maceratta se coultiva o Verdicchio, que representa há algum tempo a melhor expressão enologica e comercial da região.

A paisagem de Marche caracteriza-se por grande variedade e se estende desde os Apeninos até o mar, descendo até o litoral Adriático em colinas suaves e movimentadas, criando vales maiores e menores. Montanhas 36%, colinas 53% e planícies 11%

Apesar da cultura do vinho sempre ter estado presente na região, sua racionalização inciou-se recentemente, a partir dos anos 60, com a aplicação das regulamentações jurídicas de denominações de origem.

Assim, a partir de 1963 até hoje foram reconhecidas 11 regiões DOC.

Molise
Toscana


A região vinícola da Toscana possui as seguintes denominações:Brunello de Montalcino  (DOCG)Carmignano  (DOCG)Chianti  (DOCG)Toscana  (IGT)Vernaccia di San Gimignano  (DOCG)Vino Nobile di Montepulciano  (DOCG)


Umbria

 

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