.... SABER COMER E SABER BEBER ............................... Bom serviço na restauração


Aleixo, o polícia que não multava

17-11-2013 15:22

Durante 18 meses, António Aleixo foi agente da PSP, em Faro. “Sem grande protagonismo”, observa o investigador João Chagas, na brochura ontem editada, acrescentando que o poeta uma vez investido nessas funções, revela-se frustrado. “Não consegue prender ninguém, nem, tampouco, multar. Pelo contrário: o único serviço de relevo que realiza, enquanto polícia, foi, imagine-se, soltar um prisioneiro”. Mais tarde terá confidenciado. “Não me ajeitava a prender ou multar ninguém, e, antes que mandassem embora por em tanto tempo não ter apresentado serviço pedi eu a demissão”. António Aleixo nasceu em Vila Real de Santo António, mas foi em Loulé que passou a maior da sua vida, onde foi cauteleiro. O professor da Universidade do Algarve, Dias Marques, durante a homenagem apresentou os manuscritos da poesia lírica de António Aleixo, que existem na Fundação Manuel Viegas Guerreiro, em Querença, e na Universidade do Algarve, lançando um desafio aos estudiosos para uma “edição crítica” que aprofunde a obra do poeta, com apurado sentido crítico, por exemplo, esta quadra: “ Levanta-te, ó milionário,/ vai um enterro a passar; / É o corpo de um operário/ Que morreu a trabalhar”  

 

 

 

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