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Cadeia Sul-Africana vai transformar Hotel do Guadiana em unidade de charme

17-02-2015 23:34

POR ELISABETE RODRIGUES • 17 DE FEVEREIRO DE 2015 - 10:30

        O Grande Hotel do Guadiana, depois de anos de encerramento e de um processo atribulado que culminou com a expropriação do edifício pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, vai renascer e ser transformado em hotel de charme, pelas mãos de uma cadeia hoteleira sul-africana.

        A novidade foi revelada pelo presidente da Câmara Luís Gomes, em entrevista ao Sul Informação. O processo de expropriação do edifício, conduzido pela empresa municipal SRU, que gere as intervenções de reabilitação urbana no centro histórico de VRSA, deve ficar concluído «dentro de poucas semanas, quando depositarmos o dinheiro da expropriação», disse o autarca.

        Entretanto, decorreu um concurso público para a concessão da exploração do hotel, que foi ganho por um grupo de empresários portugueses, cujos nomes Luís Gomes não quis ainda anunciar, mas que garantiu serem «pessoas ligadas ao mundo da hotelaria, que trabalharam com grupos importantes e têm um know-howinteressante, que querem lançar-se no seu próprio negócio».

«A ideia é trazer uma cadeia sul-africana, a Grand Africa, com quem esses investidores já têm um contrato», para transformar o antigo hotel situado na avenida ribeirinha do Rio Guadiana, «num hotel de charme e de cidade».

        No sítio na internet do grupo Grand Africa já está, aliás, criada uma página para a sua primeira unidade hoteleira em Portugal, que é anunciada como «o próximo capítulo» dos investimentos dos sul-africanos, e que mudará o nome para «Grand Africa Café & Suites». O grupo, que já explora três hotéis do mesmo conceito na África do Sul e outro no vizinho Zimbabué, terá no Algarve a sua primeira aventura na Europa.

        O presidente da Câmara de Vila Real de Santo António anuncia que, apesar de «andarmos a limar arestas há meses», «prevejo nas próximas semanas assinar o contrato».

        A expropriação do edifício desenhado em 1918 pelo arquiteto Ernesto Korrodi e que está classificado desde 2010 como Interesse Municipal, custou 500 mil euros. A concessão será feita por um período de 20 anos, prevendo que a entidade concessionária pague à empresa municipal SRU uma renda, «que incluirá a amortização do investimento feito por nós».

        É que, apesar de nada na fachada afrancesada do Hotel Guadiana ser alterado, já que «a sua arquitetura é sem dúvida uma mais valia», a empresa municipal será responsável pelas obras que vão ser feitas no interior da unidade e que contam com financiamento no âmbito dos Fundos Jessica. «Vamos intervir no seu miolo, requalificar o interior e adequá-lo aos tempos de hoje e de um hotel de cinco estrelas, com as características que se pretendem», explicou Luís Gomes.

       O autarca está muito contente com este investimento, sobretudo porque o processo do Hotel Guadiana «se arrasta há demasiados anos».         E garante que, «do ponto de vista do conceito de hotel de charme, urbano, é dos primeiros do Algarve».

      Este investimento será «fundamental para trazer o turismo para dentro do centro histórico de Vila Real de Santo António», contribuindo ainda mais para revitalizar uma área que tem vindo a ser alvo de outras intervenções de requalificação urbana, também financiadas pelo Jessica.

Luís Gomes: «Queremos concessionar os dois edifícios da Praça Marquês de Pombal que são propriedade do município, ao lado da igreja e da CGD. A ideia é trazer o turismo cá para o centro da cidade»

        Mas os planos da autarquia vilarrealense para dinamizar o turismo no centro da cidade não se ficam por aqui. «Já lançámos um concurso, que ficou deserto, e neste momento estamos a aceitar propostas, para os dois edifícios da Praça Marquês de Pombal que são propriedade do município, ao lado da igreja e da CGD. São edifícios que queremos também disponibilizar como camas, através de concessão. A ideia é trazer o turismo cá para o centro da cidade».

        E será que têm aparecido interessados, uma vez que o concurso ficou deserto? «Têm aparecido interessados, mas estas coisas têm o seu tempo. A economia está como todos sabemos, as pessoas falam connosco, mas este é um namoro que se tem que amadurecer», diz Luís Gomes.

    O Hotel Guadiana, localizado na frente ribeirinha na margem esquerda do Rio Guadiana, foi construído entre 1918 e 1921, com projeto do arquiteto Ernesto Korrodi.

       Foi projetado de acordo com o modelo eclético afrancesado, ao gosto da época, de elegante riqueza decorativa, com traços entre a estética Arte Nova e composição clássica.

        Trata-se de um edifício de planta retangular regular, em gaveto formado por elemento torreado, de remates em cornija e platibanda. É um edifício sóbrio com decoração parca que segue a gramática clássica. Tratamento diferenciado das fachadas, de acordo com a sua importância, diminuindo os trabalhos decorativos da fachada principal para a posterior.

        A sua classificação como Imóvel de Interesse Municipal, em 2010, teve em conta, segundo deliberação camarária de 21 de Outubro desse ano, a «sua inserção na zona histórica de Vila Real de Santo António e o seu carácter emblemático para a cidade», constituindo assim «um bem imóvel cuja proteção e valorização representa um valor cultural de significado predominante para o município».

 

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